Casos da doença que deixa ‘urina preta’ são registrados na Bahia e SESAB faz alerta

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou nesta quinta-feira (12), três novos casos da doença de Haff, conhecida como a “doença da urina preta”, no Estado. Todas as pessoas são residentes da cidade e relataram consumo de pescado. Em agosto, o município de Entre Rios registrou a ocorrência de três casos suspeitos de doença, também com relato de ingestão de pescado. Houve consumo do peixe conhecido como “olho de boi” e cinco pessoas da mesma família apresentaram sintomas de fortes dores no corpo, tontura, náuseas e fraqueza, horas após consumir o pescado.

 

Segundo o Centro Informação Estrategica em Vigilância em Saude da Bahia (CIEVS), a doença de Haff é uma sindrome de rabdomiólise (ruptura de células musculares) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema dor e rigidez muscular, dor torácica, falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo, além da urina cor de café, associada a elevação sérica de da enzima CPK, associada a ingestão de pescados. A doença pode evoluir rapidamente com insuficiência renal e, se não adequadamente tratada, levar ao óbito.

 

A Sesab orienta que, quando surgirem os primeiros sintomas, a pessoa busque uma unidade de saúde imediatamente e identifique outros indivíduos que possam ter consumido do mesmo peixe ou crustáceo para captação de possíveis novos casos da doença. Profissionais de saúde devem observar a cor da urina (escura) como sinal de alerta e o desenvolvimento de rabdomiolise, pois neste caso, o paciente deve ser rapidamente hidratado durante 48 a 72 horas. Deve-se evitar o uso de antiinflamatórios, e na ocorrência de casos suspeitos, recomenda-se exame para dosagem de creatinofosfoquinase (CPK), TGO e monitorização da função renal.

foto: reprodução/CNews

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