Sem varrição, sem coleta: trabalhadores da limpeza de Juazeiro paralisam atividades após vacinação ser suspensa

Os serviços de limpeza de rua e coleta de lixo foram interrompidos em Juazeiro-BA nesta quinta (20). Isso porque os profissionais da limpeza pública do município decidiram paralisar as atividades após a suspensão da vacinação contra a covid-19 da categoria. A imunização chegou a ser iniciada na última terça-feira (18), mas foi suspensa pelo município após uma recomendação do Ministério Público da Bahia (MPBA). De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Intermunicipal Juazeiro e Região (Sindlimp), a paralisação é por tempo indeterminado.

 

São cerca de 80 profissionais que atuam na coleta de lixo e 100 trabalhadores terceirizados que realizam a varrição. Quase que a totalidade aderiu ao movimento. A imunização havia sido autorizada pela Secretaria de Saúde da Bahia, mas a promotora de Justiça Rita de Cássia Rodrigues Caxias de Souza determinou a suspensão alegando que a ordem do Plano Nacional de Imunização traz trabalhadores do transporte público à frente dos trabalhadores da limpeza. O município disse que ia seguir a recomendação e que aguarda nova determinação para reiniciar a vacinação da categoria. A paralisação se dá, segundo o sindicato, por falta de dialogo com a gestão municipal.

 

Nesta quinta, a promotora de Justiça Daniela Baqueiro de Almeida voltou a recomendar que Juazeiro “atenha-se rigorosamente aos critérios técnicos de prioridade na vacinação contra a Covid-19, seguindo estritamente o quanto estabelecido no Plano Nacional de Imunização (PNI)”. A recomendação levou em consideração o planejamento de vacinação divulgado anteriormente pela gestão, no qual consta que serão vacinados profissionais das forças e segurança e salvamento com 40 anos ou mais, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, autistas e imunossuprimidos e os trabalhadores da limpeza urbana. A promotora de Justiça salientou que “tal ordem viola a regra de prioridades prevista no Plano Nacional de Imunização”.

 

Enquanto isso, os trabalhadores prometem permanecer com os braços cruzados.

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