São João de Petrolina provoca debate acalorado entre vereadores na Câmara
Um dos maiores festejos juninos do Brasil voltou ao centro das discussões na Câmara de Vereadores de Petrolina. O tema provocou um debate intenso durante sessão legislativa ao tratar da organização e dos investimentos no tradicional São João do município.
O vereador Dhiego Serra apresentou o Requerimento nº 075/26 solicitando esclarecimentos da gestão municipal sobre alguns pontos relacionados ao evento. Entre os questionamentos, ele pediu informações sobre a existência de um teto máximo para cachês de artistas, se houve estudo de viabilidade econômica para a realização da festa, além de detalhes sobre a publicidade do evento, se está restrita apenas ao espaço físico da festa ou se inclui a utilização de outros espaços públicos municipais para divulgação.
Durante a discussão, o vereador Ronaldo Cancão criticou o requerimento e afirmou que a iniciativa seria uma tentativa de criar “pirotecnia” em torno de um evento que, segundo ele, já apresenta resultados positivos para o município.
“Eu queria aqui fazer uma referência ao São João. Um vereador aqui quer fazer pirotecnia com algo que deu certo. É inconcebível comparar um acordo bilateral com municípios da Bahia com o evento do São João. Hoje estamos entre os três maiores São João do Brasil”, afirmou Cancão durante a sessão.
Após a fala, Dhiego Serra voltou a se pronunciar e reforçou que o objetivo do requerimento não era questionar valores específicos de cachês, mas garantir transparência nas informações.
“Neste requerimento não estamos falando sobre cachê, teto ou estipulando valor que a prefeitura vai pagar aos artistas nacionais. Estamos pedindo informações: qual será esse teto? É um milhão e meio? Três milhões? São dados que precisam ser esclarecidos. Quando essas informações são negadas, isso mostra que vereadores que deveriam ser representantes do povo passam a ser vereadores do prefeito Simão Durando”, declarou.
Ao final da votação, o Requerimento nº 075/26, de autoria de Dhiego Serra, foi rejeitado por 13 votos contrários, encerrando a discussão na sessão, mas mantendo o tema do São João de Petrolina no centro do debate político local.
