Silas França, um grande talento da música nascido e criado em Juazeiro, celeiro do Nordeste

O som que ecoava das cordas do violão de seu pai, já lhe acompanhavam desde cedo, ainda no berço. Aos 9 anos, paralelo ao canto, aprendeu a tocar gaita de boca. Daí para frente, não parou mais. Aprendeu a tocar violão, guitarra, dentre tantos outros instrumentos. Mas foi somente na adolescência, aos 13 anos, que se encontrou (e se apaixonou), autodidaticamente, pelo acordeom. E é assim que começa a carreira musical promissora do juazeirense Silas França.

 

De família de ribeirinhos e influenciado por grandes acordeonistas nacionais e internacionais, Silas França domina diversos ritmos,  como Bossa-nova, Chorinho, Samba, Reggae, músicas nordestina, italiana, francesa, instrumental, dentre tantas outras. Mas dois grandes nomes, nordestinos, aclamados dentro do cenário da música popular brasileira, são citados como suas maiores referências musicais.

 

“Tudo é uma questão, em ambos, de forma de pensamento, montagem de harmonias e acordes. João Gilberto, além do maior músico, um gênio nascido em terras brasileiras, que por ser de Juazeiro (algo que me inspira muito), amigo antigo da minha família, e pelo fato de eu ter tido uma amizade e convívio intimo, pude conviver no final de sua trajetória. E Dominguinhos por ser o maior nome em matéria de acordeom do Brasil, e para mim, no mundo”, revela Silas França, que também não esconde seu apreço por outros grandes nomes como Armandinho Macedo, Toquinho, Pepeu gomes, Jacob do Bandolim e Ernesto Nazareth.

 

Multi-instrumentista, Silas França possui um trabalho focalizado no acordeom e na raiz da verdadeira música brasileira, introduzida com elementos da música internacional. Um trabalho de alto nível que tem o respeito e aplauso da crítica no cenário musical Brasileiro e no exterior. Não é atoa que, em seu currículo, acumula passagens por dezenas de importantes eventos. Assumiu também a produção e execução das comemorações do “Dia Nacional do Choro” (Juazeiro-BA/várias edições), e do “Silas França e Trio Elétrico Som e Fantasia”, no Carnaval de Juazeiro, em 2016. Também participou das comemorações do Centenário de Luiz Gonzaga (Exu-PE/2012) e de diversas realizadas em homenagem ao juazeirense e seu mestre, João Gilberto.

 

 

Em seu currículo possui inúmeras gravações feitas em parceria com artistas regionais e de maior renome, como também já lançou dois trabalhos autorais, EP’s lançados em 2016 e 2018. Mas, assim como milhares de artistas, Silas também sentiu os efeitos da pandemia da covid-19. Diante do momento deliciado, precisou de reinventar.

 

“A categoria foi a mais afetada. Os profissionais estão vivendo a custo dos auxílios e cestas básicas. Ainda é algo muito estranho. Mas Deus tem seus propósitos. Na minha vivência, me transformei em professor de acordeom, algo que surgiu logo no início da pandemia. Foi algo muito bom. Tenho conquistado bastante alunos, tanto da Bahia, Pernambuco e do Rio de Janeiro, onde moro também”, revelou Silas, que também já participou de documentários e filmes importantes, como o longa “Luiz Gonzaga, de pai para filho” (Conspiração Filmes, 2012).

 

Conhecedor e entusiasta das riquezas natural e musical, apesar do cenário nada favorável, Silas França promete que coisas virão pela frente. “Estamos iniciando uma ‘campanha’, eu e minha equipe. Composições estão surgindo, revitalizações de redes sociais. Com as flexibilizações, estamos iniciando as programações de shows e eventos, e tem ainda um próximo EP em mente. Recentemente fizemos um show que teve como tema ‘Sanfona pelo Mundo’, em volto a pluralidade do acordeom e sua riqueza no planeta. É um projeto lindo que vai dar o que falar”, promete o juazeirense, que mostra, com toda sua força, porque Juazeiro-BA é conhecida por ser um verdadeiro celeiro de talentos, seja na música ou em qualquer campo das artes!

 

Vida longa à carreira artística de Silas França!

 

fotos: redes sociais

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