Infectologista alerta que reabertura das escolas deve ser repensada; saiba o porquê

O infectologista Washington Luís, que é membro do Comitê de Combate à Covid-19 de Juazeiro-BA, usou as redes sociais nesta sexta-feira (21) para comentar que o resultado da pesquisa da Universidade de Harvard, que aponta que crianças carregam uma carga viral do Sars-CoV-2 (novo coronavírus) muito mais alta do que se pensava, serve de alerta para que o poder púbico repense a flexibilização ou reabertura das escolas “urgentemente”. Alguns estados e municípios, a exemplo da Bahia, estão cogitando uma possível retomada nos próximos meses.

 

“É um dado extremamente surpreendente. Isso significa que a criança tem um impacto importantíssimo na transmissibilidade do Sars-CoV-2, mesmo estando assintomática. Isso significa que o poder público tem que rever a sua política de flexibilização ou reabertura das escolas, especialmente para as crianças menores. Existem dois tipos de preocupação hoje: a coletiva, com relação a voltar a crescer a doença na comunidade, e a individual dos pais, que é um alerta, porque se a gente está levando crianças sem sintomas, mas que estão com carga viral positiva, elas correrão o risco de desenvolver a infecção tardia, que tem uma preferência pela musculatura cardíaca, podendo levar a doenças gravíssimas na pediatria”, disse.

 

A pequisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, publicada no Journal of Pediatrics ontem (20), avaliou 192 pessoas com idade entre 0 e 22 anos, sendo a maioria crianças. Destas, 49 crianças testaram positivo para a covid-19 e outras 18 tiveram início tardio da doença. Segundo os pesquisadores, o estudo sugere que as crianças podem ser portadoras de alta carga viral, sendo mais contagiosas independentemente das chances de desenvolverem sintomas graves da covid-19.

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