Fazer exercício com máscara faz mal? Qual a ideal? Veja o que esse estudo diz

Com a flexibilização das medidas de isolamento social, muitas pessoas de Juazeiro-BA e Petrolina-PE voltaram a utilizar as Orlas das cidades para a prática de exercícios físicos. Vale ressaltar ainda que as academias de ambos os municípios voltaram a funcionar, seguindo uma série de recomendações, que inclui o uso de máscaras de proteção. Sobre isso, gera-se uma dúvida bastante comum: usar máscara durante o exercício faz mal?

 

O cardiologista Fabrício Braga, diretor médico Laboratório de Performance Humana (LPH) da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, resolveu tirar essa história a limpo. Ele recrutou 12 voluntários que pedalaram com máscara por um total de 12 minutos – seis com carga leve e, nos outros seis, com carga moderada. As conclusões indicam que a experiência muda, mas pouco. O estudo apontou que a frequência cardíaca subiu entre 3% e 9%, e a diferença de saturação parcial de oxigênio, entre 0% e 2%, algo que o preparador físico não considera significativo.

 

É certo que à medida que o exercício se torna mais intenso, há maior necessidade de colocar ar dentro do pulmão. Segundo o médico, esse é momento que as pessoas mais reclamam sobre o uso da máscara. Para evitar o desconforto, além de inspirar e expirar mais devagar, outra dica importante é escolher uma versão mais adequada à prática de exercícios. Deve-se evitar as que são feitas totalmente de algodão, pois esquentam mais e levam a uma maior restrição ventilatória, nem a hospitalar. A sugestão são as de malha que possuem duas camadas de tecido hidrofóbico, que umidificam menos.

 

Não abandone a máscara na prática de exercícios. Tudo é questão de costume.

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