“Estamos sendo impedidos de trabalhar e viver” – Leitor cobra solução para crise no transporte entre Juazeiro e Petrolina

Não se trata de um simples problema administrativo. A interrupção irregular do transporte entre Juazeiro e Petrolina tem impactado diretamente a vida de trabalhadores que não conseguem chegar ao emprego, estudantes prejudicados em sua rotina e pacientes que dependem diariamente da travessia. O que era para ser um serviço essencial transformou-se em um obstáculo constante para quem vive no Vale do São Francisco.

 

Segundo relatos, a empresa JOFRA tentou transferir de forma irregular a operação da linha, medida que foi vetada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Após a negativa, no entanto, o serviço passou a funcionar de forma precária, até praticamente deixar de operar regularmente. A consequência é sentida dos dois lados da ponte, em uma região que funciona como um único organismo urbano.

 

A população, cansada do impasse, faz a pergunta que se repete todos os dias: quem vai resolver? Juazeiro e Petrolina não são cidades isoladas. O que acontece em uma impacta imediatamente a outra. Diante disso, cresce a cobrança por uma atuação conjunta das prefeituras, câmaras municipais, bancadas federais da Bahia e de Pernambuco, além do Ministério Público Federal, para que o problema seja tratado com a urgência que exige.

 

O leitor Luiz Alves resume o sentimento coletivo ao afirmar que “mobilidade é direito, não favor”. Para ele, não cabe mais o jogo de empurra entre competências federais, municipais ou empresariais. Se a empresa não cumpre, deve ser substituída. Se há irregularidades, que sejam punidas. O que não pode continuar é a população refém da morosidade regulatória, com a principal artéria de circulação do Vale do São Francisco comprometida. Mobilidade é direito. E direito não se negocia — se garante.