Autoteste para detecção da covid-19: você é contra ou a favor?

O Ministério da Saúde enviou, na semana passada, uma nota técnica à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) defendendo a aprovação da liberação da oferta comercial de testes de covid-19 que possam ser aplicados autonomamente pelas próprias pessoas, ou os “autotestes”. A pasta argumenta que o uso dos autotestes seria uma estratégia complementar ao plano de testagem adotado durante a pandemia, o que permitiria a ampliação do número de testes.

 

A testagem individual já é muito utilizada em outros países, sobretudo na maior parte da Europa, onde é possível comprar o exame em farmácias e laboratórios por 5, 7 ou até 10 euros. Ethel Maciel, doutora em epidemiologia pela Johns Hopkins University, afirma que a oferta do exame individual poderia desafogar os serviços de testagem em hospitais, farmácias e laboratórios. Ela defende inclusive uma política de distribuição de autotestes pelo SUS, com uma quantidade limitada por família, conforme publicação da JP.

 

A oferta de mais exames permitiria mais agilidade na identificação de casos de infecção pelo coronavírus e a adoção das providências recomendadas pela pasta, especialmente o isolamento para combater a circulação do vírus, defendem especialistas. Em contrapartida, dentro da Anvisa, há uma preocupação sobre possíveis subnotificações em razão das testagens casa em casa.

 

A autotestagem é feita pelo mesmo tipo de exame utilizado hoje nas farmácias, o de antígeno. Diferente do teste RT-PCR, que detecta o RNA do vírus, o antígeno localiza as proteínas do novo coronavírus, e por isso a eficácia é um pouco menor (em torno de 85%). Ele apresenta, no entanto, uma grande vantagem: o resultado sai em menos tempo, entre 15 e 30 minutos. Além disso, o procedimento para realização do teste e leitura do resultado é bem simples. Mas e aí, você é contra ou a favor?

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