Vítima de violência pede pizza à polícia, que capta mensagem e atende pedido de socorro

Uma mulher ligou para a Polícia Militar do Estado de São Paulo pedindo pizza. Em 90% dos casos, provavelmente, o telefonema seria visto como trote. Mas não foi. Isso porque os policiais entenderam que se tratava de uma vítima de violência doméstica pedindo por socorro.

 

A mulher, de 54 anos, moradora do município de Andradina (SP), ligou para os policiais pedindo uma pizza. O cabo do Comando de Policiamento do Interior (COPOM) de Araçatuba identificou que a ligação poderia se referir a uma mulher em situação de violência doméstica. Após enviar as viaturas para o local, foi confirmado que se tratava de um caso de violência de gênero.

 

Segundo a Polícia Militar, a mulher pediu socorro pois seu companheiro a agredia física e verbalmente, além de ameaçar matá-la e seus filhos. O homem não foi detido porque conseguiu fugir ao ver as viaturas chegando.

 

As ameaças começaram porque a vítima perguntou onde o marido havia arranjado uma moto naquela manhã. Ele afirmou que se ela falasse sobre o assunto, ele a mataria juntos com os filhos. Após averiguação, a PM confirmou que a moto obtida pelo agressor tinha registro de furto.

 

Mas como a polícia identificou o caso de violência doméstica na ligação pedindo pizza? Tudo aconteceu por conta de uma emergência ocorrida nos EUA, em 2019. No caso, uma mulher ligou para o serviço de emergência pedindo uma pizza. O atendente rapidamente percebeu que se tratava de um caso de agressão e enviou policiais para o local do caso, onde um homem foi preso por violência doméstica.

 

“O Copom faz treinamentos periódicos, no mínimo semestrais, e utiliza exemplos do que ocorre em outros locais para orientação do efetivo”, explicou a PM em nota. “Houve uma ocorrência em 2019 que aconteceu idêntico nos EUA e serviu de base para o treinamento”, encerrou o comunicado.

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