Suspensão de vacinas para gestantes e puérperas: Portal ZAP esclarece algumas dúvidas

A interrupção da vacinação com o imunizante AstraZeneca/Oxford foi recomendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) às puérperas (mulheres com até 45 dias do pós-parto), além das gestantes sem comorbidades. Em nota, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) destaca que a interrupção é temporária e que a vacinação deve prosseguir em gestantes e puérperas com comorbidade com as vacinas Sinovac/Butantan e Pfizer.

 

A suspensão gerou um certo pânico neste público a qual a vacinação foi suspensa. Mas, qual foi o verdadeiro motivo da decisão? Por que houve a suspensão? Quais os próximos passos? O Portal ZAP esclarece essas dúvidas com as palavras do pesquisador Hugo Fernandes. Veja o que disse o profissional:

 

1. O que houve?
Por conta de UM evento de trombose com a POSSIBILIDADE de envolver a aplicação da Astrazeneca, a Anvisa suspendeu o uso dessa vacina em gestantes. Diante desse evento, o órgão decidiu suspender também a aplicação de Coronavac e Pfizer para as grávidas, com exceção das que apresentam comorbidades, até segunda ordem.

 

2. Por que suspendeu?
Por PRECAUÇÃO. Esse processo é normal num sistema de vacinação. Diante de um evento adverso grave possível, abre-se investigações para possíveis ajustes. Por isso vacinas são tão seguras.

 

3. Já tomei a vacina. Devo ter medo?
De jeito nenhum. Enquanto o efeito adverso reportado é raríssimo e ainda em investigação, a mortalidade de grávidas por Covid-19 por Brasil é infelizmente muito alta. Dados do Observatório Obstétrico da Covid no Brasil mostram que a média de óbitos de grávidas e puérperas mais que dobrou de 2020 para 2021.

 

4. Quais os próximos passos?
Após a conclusão da investigação, a vacinação deve ser retomada. Se houver necessidade de ajustes, serão feitos.
Sabemos que a vacina da Pfizer, por exemplo, desenvolveu testes com 35.000 gestantes sem nenhum evento grave reportado. Quando a escassez de doses for superada, teremos melhores condições logísticas de distribuição para cada grupo.

 

Lembrando que é preciso, vacinado ou não, manter as medidas de distanciamento, uso de máscara, ventilação de ambientes e higienização.

 

foto: Hélia Scheppa/SEI

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