“Se eu separar dele, vou escandalizar o nome de Deus”, justificou deputada que planejou morte do marido

Ao contar para um dos filhos sobre o plano para matar seu marido, o pastor Anderson do Carmo, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ) justificou: “‘Fazer o quê? Se eu separar dele, vou escandalizar o nome de Deus”. A revelação foi feita pelo Ministério Público e a Polícia Civil do Rio de Janeiro, que em coletiva realizada nesta segunda-feira (24), afirmaram que não há dúvida de que a parlamentar é a autora intelectual da morte do marido.

 

“André, pelo amor de Deus, vamos por um fim nisso. Me ajuda. Cara, to te pedindo, te implorando. Até quando vamos ter que suportar esse traste no nosso meio? Falta pouco. Me ajuda cara. Por amor a mim”, disse Flordelis em outras mensagens de textos trocadas, conforme revelou a polícia. Ela não pôde ser presa por causa da imunidade parlamentar, que é quando somente flagrantes de crimes inafiançáveis são passíveis de prisão. Segundo a polícia, antes do assassinato a tiros, Flordelis começou a tentar matar o marido em maio de 2018, botando arsênico na comida dele.

 

O inquérito concluiu que Anderson foi morto por questões financeiras e poder na família, já que ele controlava todo o dinheiro do Ministério Flordelis, hoje rebatizado de Comunidade Evangélica Cidade do Fogo. A deputada vai responder por cinco crimes: homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e tentativa de homicídio. Hoje, oito pessoas foram presas pelo envolvimento com o crime. Destes, cinco são filhos e uma neta de Flordelis.

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