Professora acusa aluna de LGBTfobia em faculdade particular de Remanso-BA e se demite após silêncio de instituição

Uma professora que dava aula no curso de Pedagogia em uma faculdade particular na cidade de Remanso-BA usou as redes sociais para denunciar um episódio de LGBTfobia sofrido dentro da instituição em que atuava desde 2020. A educadora Camila Roseno ministrava a disciplina de ‘Educação e Corporeidade’, que propõe discussões sobre diversos temas, inclusive sobre questões de gênero, conforme estabelece a matriz curricular. Ela contou que o episódio partiu de uma aluna e de sua mãe, que a desqualificaram profissionalmente usando sua orientação sexual.

 

Camila contou que a situação de violência aconteceu após ela chamar atenção da turma para o término do prazo da entrega de uma atividade e cobrar compromisso dos alunos. A educadora contou que mãe e filha fizeram comentários que a desqualificaram e a taxaram de “irresponsável” por conta de sua orientação sexual. A professora disse ainda que a faculdade se calou diante do episódio e negou a possibilidade de se manifestar publicamente contra esse tipo de violência e em apoio à ela e a comunidade LGBT. Em virtude disso, ela pediu demissão.

 

“Gostaria de esclarecer que as razões que me levaram a pedir demissão decorre da violência lesbofóbica que sofri por parte de uma aluna e de sua família, assim como, do silêncio público e institucional dessa empresa diante do ocorrido, e que mesmo após eu solicitar apoio e esclarecimentos via email e whatsapp, não obtive respostas”, escreveu em sua carta de demissão. “Pelo não silenciamento diante de situações opressoras, sejam elas de raça, gênero, orientação sexual, classe, físicas e/ou intelectuais, eu me demito dessa instituição”, complementou. A faculdade ainda não se manifestou.

 

foto: reprodução/Instagram

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