Por que os carros estão cada vez mais caros?

“Já não existem modelos sem retrovisores e com bancos de plástico. Nosso regulatório obriga que todos os veículos tenham determinados itens, além de adequar às normas de emissões. Também há exigências do consumidor para conectividade. Então, o produto está mudando porque o regulatório e a sociedade exigem”, diz Luiz Carlos Moraes, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), sobre o aumento do custo dos carros (incluindo as opções ditas ‘populares’, que já passam dos 100 mil reais – como o Hyundai HB20).

 

Outro fator que pesa, é que as empresas terão de investir cerca de 10 bilhões de reais para adequarem os modelos vendidos no mercado brasileiro às novas regras de poluentes L7 e P8 do Proconve – que valerão para veículos leves e pesados, respectivamente –, além de até 3 bilhões de reais para incluir novos recursos de segurança. Sem falar da pandemia, que trouxe problemas de logística, falta de semicondutores e teve reflexos na desvalorização do real. “Os impactos foram relevantes e essa é a consequência [ao explicar os constantes aumentos dos preços]”, afirma Moraes.

 

Sim, talvez seja o fim dos carros populares como conhecemos atualmente. Mas existem projetos de SUVs para as categorias de entrada – inclusive o sucessor do Volkswagen Gol – de olho na preferência dos consumidores. Afinal, os utilitários representaram 45% das vendas de automóveis no Brasil em 2021. Para Moraes, esse processo é natural do mercado, ainda que a solução definitiva para os problemas dos fabricantes venha por meio do aumento de exportações, que hoje representa menos de 20% do que é feito no país.

 

*com informações do site Exame

foto: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas

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