Onda de vandalismo atinge espaços públicos em Petrolina e Juazeiro

Uma sequência de atos de vandalismo registrados nos últimos dias tem causado prejuízos e preocupação em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), afetando diretamente serviços públicos, a segurança da população e o patrimônio coletivo.

 

Em Petrolina, a Orla 2, um dos principais cartões-postais da cidade e espaço de lazer, convivência e turismo, teve parte de sua iluminação pública desligada de forma proposital na noite do último domingo (4). Segundo a Secretaria de Serviços Públicos e Defesa Civil, a caixa da rede elétrica foi violada e o disjuntor desligado, deixando um trecho de aproximadamente 700 metros às escuras. A situação gerou transtornos para frequentadores e motoristas que circulavam pelo local, mas foi normalizada ainda na mesma noite.

 

A Secretaria informou ainda que ocorrências semelhantes já foram registradas em outros pontos da cidade, como embaixo dos Viadutos dos Barranqueiros, na Praça da Sementeira e em trechos da Avenida da Integração. A ausência de iluminação pública compromete a mobilidade urbana, aumenta a sensação de insegurança e pode favorecer acidentes e práticas ilícitas.

 

Em Juazeiro, o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) registrou, na manhã da última sexta-feira (2), um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil após o furto de cabos da fiação elétrica e do relógio medidor de energia da Estação Elevatória de Esgoto do bairro Maringá. O crime comprometeu o funcionamento do sistema de bombeamento, gerando riscos à operação e à qualidade dos serviços prestados à comunidade.

 

 

De acordo com o SAAE, equipes técnicas já atuam para restabelecer o funcionamento da estação, com a reposição dos materiais furtados. A autarquia alerta que o furto e a depredação de equipamentos públicos causam prejuízos coletivos, podendo provocar transtornos à população e até danos ambientais.

 

Ainda em Juazeiro, na noite do dia 31 de dezembro, vândalos destruíram pelo menos três hidrômetros nas proximidades da Rua da Apolo, resultando em grande desperdício de água. Imagens de câmeras de segurança já foram analisadas pelo setor jurídico do SAAE, que está adotando as medidas legais cabíveis.