Flávio Leandro lamenta 300 mil mortes pela Covid no Brasil e desabafa: “Não sei o que é mais perigoso, se o vírus ou essa gente”

O Brasil bateu mais uma triste marca na pandemia nesta terça-feira (23), registrando mais de 3 mil mortes por Covid em um dia pela primeira vez. Foram 3.158 mortes pela doença nas últimas 24 horas, totalizando 298.843 óbitos desde o início da pandemia, quase 300 mil vítimas no país.

 

Diante da morte de quase 300 mil pessoas no país, o poeta Flávio Leandro postou na manhã desta quarta-feira, 24, um texto reflexivo sobre este momento. Flávio lamenta as mortes, mas desabafa contra os nossos governantes. Veja na íntegra abaixo:

 

“300.000. Um absurdo! Eu não consigo entender o exercício diário da naturalização da morte que nosso país adotou. A que nível de bestialidade chegamos? Fazendo um triste comparativo, meu município tem pouco mais de 30mil pessoas, então são 10 municípios de gente, riscados do mapa. Minha região tem 10 municípios, então é uma região inteirinha de gente que sumiu. Tanto sonho perdido, meu Pai! Tanta história linda que seria pintada, meu Deus! Tanto abraço de braços e laços, que seriam dados, meu povo!

 

O que é isso? An? CHEGA! Mesmo depois de terem feito a merda que fizeram nas aglomerações das eleições municipais, governadores e prefeitos, bons ou ruins, prestando ou não, resolveram fazer o isolamento social, mais uma vez, a única medida possível antes da vacina, e sai uma tuia de gente na rua para bradar contra?! Avalizadas pelo chefe do executivo nacional, o aglomerador mor deste país. Estimuladas por matadores em massa travestidos de falsos religiosos, de falsos médicos, de falsos jornalistas…

 

Isso mesmo, estamos vivendo a era suprema do endeusamento do falso, da mentira! Eu não sei quem é mais perigoso, se o virus ou essa gente! Canalhas, assassinos! Todos vocês passarão, seus canalhas! Trabalhar é importante, é lindo, é sagrado, e digo isso com a propriedade de quem deixou de fazer uma centena de shows, mas o verbo é SO-BRE-VI-VER, sobreviver! E não venha me pedir calma, não venha me falar de paz, de amor, se você defende arminha, cloroquina e afins! Viva a vida!”

 

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