Estudantes da Univasf fazem protesto contra reitor pro-tempore, apontado como servidor que mais gastou em 2021

Estudantes da Univasf realizaram um protesto na frente da reitoria da instituição, na manhã de hoje (19), contra o reitor pro tempore, Paulo César Fagundes Neves, que aparece em primeiro lugar numa lista com o nome dos dez servidores que mais gastaram com viagens nacionais. O documento foi publicado pelo Blog do Vicente Nunes, do Correio Braziliense, e tem como base os dados do Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União (CGU).

 

“Enquanto DAs, CAs e DCE, repudiamos gastos exorbitantes com dinheiro público, tendo em vista a carência de investimentos e melhorias em vários âmbitos nos 7 campi que a UNIVASF possui; déficit este que foi agravado com a pandemia do COVID-19”, diz um trecho da nota de repúdio do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Univasf. Ainda segundo a nota dos estudantes, “enquanto o reitor gasta esse valor exorbitante em viagens, existem diversas problemáticas que precisam de atenção dentro da universidade”. Eles cobraram ainda a nomeação do reitor eleito nas eleições de 2019, visto que a lista não está mais suspensa desde agosto de 2021.

 

Segundo a publicação, nas viagens nacionais, o destaque ficou com o Ministério da Educação que, respondendo por pouco mais de 4% dos gastos totais com viagens a serviço em 2021 (R$ 22,36 milhões), tem Paulo Cesar Fagundes Neves no topo da lista. Ele recebeu R$ 150,1 mil em pagamentos por viagens, com diárias estimadas em R$ 42.709,51. O Top 10 traz ainda os nomes do ministro Bento Albuquerque, que ficou na vice-liderança com R$ 148,8 mil em gastos em viagens totais, e do secretário especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Alexandre da Costa, que ocupa a 5ª colocação da listagem das viagens nacionais.

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