Enquanto Papa defende união civil entre homossexuais, deputado propõe lei que permite negar batismo à famílias LGBTs

Os homossexuais precisam ser protegidos por leis de união civil, é o que diz o Papa Francisco em um filme que entra em cartaz nesta quarta-feira (21) na Itália. Em “Francesco”, o papa diz que “as pessoas homossexuais têm direito de estar em uma família” e que “elas são filhas de Deus”. Disse ainda que “ninguém deverá ser descartado ou ser infeliz por isso”. O católico já demonstrou interesse em dialogar com católicos LGBTIs, embora geralmente tenha falado em acolher esses fiéis.

 

Em contrapartida, o deputado Léo Motta (PSL-MG) está tentando aprovar uma lei de sua autoria que permitiria a líderes religiosos recusarem batizar filhos de casais de gays e lésbicas. Se aprovado, o projeto de lei também valeria para qualquer outro tipo de cerimônia religiosa, como por exemplo crisma ou primeira comunhão, que poderia ser recusada caso tenha presença de pessoas LGBTs envolvidas. Para o deputado, essa recusa não caracteriza homofobia ou transfobia e não está sujeita a qualquer pena. O STF decidiu enquadrar homofobia e transfobia como crime equiparável ao racismo.

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