Em tom ameno, Governo e Bolsonaro lançam plano de vacinação contra Covid-19

O Governo Federal apresentou na manhã desta quarta, 16, o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília. O evento contou com as presenças do Ministro da Saúde, General Pazzuelo  e do presidente Jair Bolsonaro.

 

Num tom ameno, bem diferente do que estávamos vendo nos últimos dias, Jair Bolsonaro, que outrora tinha dito que havia uma certa “histeria” com a doença, em meados de março, quando a pandemia chegou ao Brasil, nesta quarta, 16, o presidente da república optou por um discurso mais realista: “Realmente, nos afligiu desde o início. Não sabíamos o que era essa vírus, como ainda não sabemos em grande parte. E nós todos, irmanados, estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta para nos livrarmos desse mal”, afirmou Bolsonaro falando das vacinas e ainda completou:

 

“A grande força que todos nós demonstramos agora é a união para buscar a solução de algo que nos aflige há meses. Se algum de nós extrapolou ou até exagerou, foi no afã de buscar solução” disse Bolsonaro, que nesta terça, dia 15, chegou a dizer que não tomaria a vacina da covid-19.

 

O PLANO DE VACINAÇÃO:

 

O plano prevê quatro grupos prioritários que somam 50 milhões de pessoas, que receberão duas doses em um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeção. Serão necessárias 108,3 milhões de doses de vacina, já incluindo 5% de perdas.

 

A prioridade será para trabalhadores da saúde, idosos, pessoas com doenças crônicas (hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, entre outras), professores, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional. Ainda de acordo com o governo, a vacinação no Brasil deve ser concluída em 16 meses – quatro meses para vacinar todos os grupos prioritários e, em seguida, 12 meses para imunizar a “população em geral” e contará com todos os imunizantes aprovados pela Anvisa.

 

Segundo o plano, o governo federal já garantiu 300 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 por meio de acordos. Até agora, nenhum imunizante está registrado e licenciado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), etapa prévia obrigatória para que a vacinação possa ser realizada. Segundo dados apresentados pelo Governo, o Brasil conta com 38 mil salas para serem usadas na imunização da população, podendo chegar a 50 mil no decorrer da campanha.

 

Na ocasião, o governo também anunciou que irá lançar um aplicativo de celular para que ajude a população a achar mais informações sobre os imunizantes e até postos de vacinação.

 

Foto: Arquivo / Carolina Antunes/PR

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