E o acarajé, como fica? Baianas reclamam da escassez do dendê nas prateleiras

Dá para imaginar que o tão falado e conhecido dendê, um dos ingredientes principais de iguarias conhecidas pelos baianos, como o acarajé, abará e a moqueca, está em falta e que a Bahia pode ficar sem ele? Não, né? Mas é justamente o que está acontecendo.

 

As baianas de acarajé, que antes estavam reclamando sobre o aumento exorbitante do preço do produto – um balde com 16 litros havia passado de R$65 para R$120, um aumento de 85% -, agora reclamam da falta do mesmo nas prateleiras. Conforme informações do Correio da Bahia, distribuidores do óleo e os donos de boxes da Feira de São Joaquim, em Salvador, por onde boa parte do produto é escoado, afirmam que o problema foi a safra desse ano, que produziu muito abaixo do esperado.

 

Os municípios da Costa do Dendê, que produzem boa parte da safra, tiveram problema na produção, e a alta dos preços só revela o início da escassez do produto. À publicação, um dos principais distribuidores locais afirmou que os dendês já acabaram nas fábricas, e o que existe hoje é o que foi estocado por eles próprios, pelos estabelecimentos e pelas baianas de acarajé. Outra má notícia é que, além da escassez da produção local, um possível substituto, o azeite do Pará, tem sido colocado apenas para exportação.

 

Com isso, a crise das baianas de acarajé se torna ainda mais grave. Além da alta nos preços de outros produtos essenciais, como o feijão fradinho e o quilo da cebola, agora elas têm que lidar com mais essa notícia: a falta de dendês. Muitas das baianas tiveram que parar totalmente a produção em virtude da pandemia, o que reduziu drasticamente o orçamento. Outras, que apostaram no delivery, ainda assim sentem dificuldades para a venda do produto.

 

2020, realmente, está sendo um ano bem assombroso. Já pode acabar, né?

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