É falso que bebê de dois anos morreu durante teste da vacina da Pfizer

“Bebê de dois anos de idade MORRE durante os experimentos da vacina Covid-19 da Pfizer em crianças”: esse é o título de um texto que está circulando nas redes sociais, e que, de acordo com checagem da agência Lupa, é falsa. Ainda de acordo com o conteúdo do print, a criança teria morrido seis dias depois de receber a segunda dose do imunizante. O texto também afirma que estão em andamento testes da vacina com 10 mil bebês de até seis meses e em 10 mil crianças com idades entre cinco e 11 anos.

 

De acordo com a agência Lupa, até o momento, não foi reportada nenhuma morte entre o grupo de crianças com idades entre 6 meses e 11 anos que participa dos estudos clínicos da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Pfizer e BioNTech. O ensaio clínico de fase 1 (testada em um número reduzido de participantes) começou em 25 de março, há pouco mais de um mês, e as empresas ainda estão recrutando voluntários. O imunizante deve ser testado (fases 1, 2 e 3) em 4.644 crianças — e não 10 mil — nos Estados Unidos e na Europa nessa faixa etária. A fabricante informou que o resultado desses estudos será divulgado em julho deste ano.

 

Sobre o texto que circula nas redes, a agência de checagem destaca que é possível notar também alguns padrões de escrita que não são usuais em notícias. Como, por exemplo, caixa alta no título (“MORRE”). O nome do vírus também não está escrito corretamente. O padrão usado é coronavírus ou novo coronavírus (por não ser o único tipo de coronavírus), ou SARS-CoV-2, e não “coronavírus Wuhan (Covid-19)”. Além disso,  no texto é dito que a vacina foi aplicada no dia 25 de fevereiro, e a criança teria morrido no dia 3 de março. Nessas datas, os testes com a vacina da Pfizer em crianças ainda não tinha começado, já que as primeiras doses foram aplicadas somente em 25 de março.

 

foto: reprodução

*com informações da Lupa

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