Dois casos iguais: aluna tira mil na redação do Enem e repete feito da irmã

Giovanna Dias, de 19 anos, entrou em campo sete anos depois de Maria Olívia. Trazia sobre si o peso da pressão de uma nota mil conquistada pela mais velha na redação da prova em 2014. Pois o raio caiu duas vezes no mesmo lugar, sim. A caçula não se intimidou: fez jus ao histórico familiar e também tirou mil na dissertação do Enem 2021.

 

 

“Assim que consegui acessar meu boletim, fui acordar a Maria Olívia. Ela acabou de se formar em medicina [aos 25 anos] e está trabalhando muito; tinha ido dormir no meio daquela confusão da espera pelas notas, conta Giovanna. “Quando contei do ‘mil’, ela ficou em choque e me abraçou muito!”

 

 

 

“Também pretendo fazer medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)”, diz. “Eu não tinha esse sonho, até ver a Maria Olívia no internato, nos encontros com os pacientes, tão inserida no sistema de saúde… Acompanhar tudo tão de perto despertou meu interesse.”

 

 

 

O próximo passo é, na semana que vem, inscrever-se no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Como Giovanna estudou desde o 6º ano na escola de aplicação da UFPE, poderá se cadastrar na modalidade de cotas para egressos da rede pública.

 

 

 

“Fiz a prova de seleção e fui aprovada no colégio da federal em 2014. Isso foi fundamental para os meus resultados no Enem, porque recebi uma base de conhecimentos muito boa. Tenho consciência de que nem todo mundo parte desse ponto”, conta.

 

 

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