Copa inflacionada: Quanto é para assistir um jogo da copa do mundo 2026?
A próxima Copa do Mundo já começa cercada de críticas antes mesmo de a bola rolar. Pela primeira vez, a Fifa adotou o sistema de preço dinâmico na venda de ingressos, modelo em que os valores variam de acordo com a demanda. Na prática, quanto maior o interesse do público, mais caro fica o acesso às partidas.
Nos últimos meses, os preços dispararam e assustaram torcedores. Em um dos exemplos mais comentados, o jogo entre Espanha e Uruguai teve o ingresso mais barato saltando do equivalente a R$ 600 para R$ 1.575. Já para a grande final, os bilhetes mais caros chegam a custar cerca de R$ 55 mil.
A alta nos custos não se limita aos estádios. O transporte público também virou alvo de críticas. Em Nova York, uma das sedes do torneio, o trajeto entre o centro da cidade e o estádio principal, localizado na região de Nova York/Nova Jersey, terá aumento expressivo durante o evento. A viagem de trem, que normalmente custa em torno de R$ 64 (ida e volta), pode chegar a US$ 105 (cerca de R$ 525), um aumento de mais de oito vezes.
O estádio receberá oito partidas, incluindo a estreia da Seleção Brasileira e a final, marcada para o dia 19 de julho, o que intensifica ainda mais a procura e, consequentemente, os preços.
Em resposta às críticas, a Fifa afirmou que o modelo segue padrões já consolidados no mercado norte-americano e destacou que cerca de 90% da arrecadação da Copa do Mundo é reinvestida no desenvolvimento do futebol ao redor do planeta.
Apesar da justificativa, o aumento generalizado dos custos levanta um debate importante: até que ponto o maior evento do futebol mundial continuará acessível para os torcedores comuns.
Foto: Reprodução | Jornal Nacional