Confira: diretor médico do hospital onde criança de 10 anos realizou aborto legal, fala sobre estado de saúde dela

Aliviada. É assim que a criança de 10 anos, que engravidou após estupros do tio, se sente após o fim do procedimento de aborto realizado na noite de ontem (16), em um hospital de Recife-PE. A informação foi dada pelo médico Olímpio Barbosa de Moraes Filho, diretor da unidade, em entrevista à Globo News hoje (17). Após o procedimento, que foi autorizado pela justiça, a menina ficou em um quarto com a avó e uma assistente social.

 

O médico ressaltou que sofrimento da garota nesses últimos dias foi terrível, e considerou que, manter a gravidez da criança contra a sua vontade e a vontade da família, seria “um ato de tortura”. Dr. Barbosa fez críticas também ao vazamento do nome da menina e do hospital onde seria tratada, informações divulgadas pela militante de extrema direita Sara Winter, pelo Twitter.

 

Na entrevista, o doutor falou ainda sobre a recusa dos médicos do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, do Espírito Santo, em realizar o procedimento, que alegaram que não tinham protocolo para interromper uma gravidez avançada como a da menina. O aborto legal foi realizado sob protestos, pós e contras, na noite de ontem, em frente ao hospital. No Brasil, o aborto é autorizado quando não há outro meio de salvar a vida da grávida, quando é resultado de estupro e nos diagnósticos de anencefalia.

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