Após morte, Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA no Brasil
O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a proibição do uso do PMMA (polimetilmetacrilato) como substância preenchedora em procedimentos estéticos e reparadores em todo o território nacional. A medida foi publicada nesta sexta-feira (29) e passa a valer a partir da próxima terça-feira (2).
De acordo com o CFM, a única exceção será para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, desde que o procedimento seja realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A decisão foi motivada por recorrentes registros de complicações graves associadas ao uso da substância, incluindo casos de morte. Um dos episódios mais recentes ocorreu em São Paulo, onde uma mulher de 48 anos faleceu após passar mal depois de um procedimento estético que utilizou PMMA nos glúteos e na parte posterior das coxas.
Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, a paciente apresentou sintomas como dores intensas, mal-estar, aceleração dos batimentos cardíacos e dificuldade para respirar um dia após a aplicação do produto.
O PMMA é uma substância utilizada como preenchimento corporal, mas seu uso tem sido alvo de debates e alertas de especialistas devido aos riscos de reações adversas, infecções, deformidades e outras complicações que podem surgir meses ou até anos após a aplicação.
Com a nova determinação, o CFM busca reforçar a segurança dos pacientes e reduzir os riscos relacionados a procedimentos estéticos realizados com a substância.