ALERTA: Doenças crônicas representam mais de 40% da causa de óbitos da população brasileira

A população brasileira está mais doente. É o que aponta um levantamento do Ministério da Saúde (MS), divulgado no final do primeiro semestre de 2022. As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) foram responsáveis por 41,8% dos óbitos registrados no Brasil nas pessoas de faixa etária entre 30 e 69 anos em 2019. Elas são provocadas por fatores como tabagismo, sedentarismo e hábitos não saudáveis, a exemplo da ingestão excessiva de bebidas alcoólicas.

 

Nesse sentido, com mais doentes, é necessário repensar o atendimento médico atual e o primeiro passo é observar o acolhimento. Essa prática é definida pelo MS como “a escuta do usuário em suas queixas”. Ou seja, é “um compromisso de resposta às necessidades dos cidadãos que procuram os serviços de saúde”. Enquanto hospitais seguem superlotados após dois anos de pandemia e pausas nos serviços de saúde pública, o home care desponta como opção para o tratamento mais humanizado.

 

“A abordagem no home care é diferente do que ocorre nos hospitais. Nem todos os profissionais estão preparados para o atendimento humanizado de acolher e cuidar da pessoa doente e prestar apoio aos familiares”, explica a coordenadora de enfermagem da Petromed, Amanda Lima Lopes.

 

A família é protagonista

 

Esse olhar diferenciado no acolhimento engloba a família do enfermo, não apenas pelo fato de o atendimento ocorrer no domicílio do paciente, mas porque todos estão vivenciando esse momento difícil. “A família do paciente é acolhida pela equipe. No home care há os doentes crônicos, mas também há pessoas que vivenciam um processo de reabilitação após algum episódio, como acidente ou um AVC e isso requer um trabalho pensado para entender as dores dos familiares”, continua Amanda.

 

O acolhimento, segundo a coordenadora de enfermagem, é resultado de uma troca entre a equipe multiprofissional do home care e a família do paciente. “É uma troca emocional: o profissional de enfermagem vai ao domicílio para cuidar, mas ele também é acolhido pela família, que por outro lado, também precisa do acolhimento”, explica.

 

foto: Pixabay

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