A que ponto chegamos? Confusões no futebol infantil em Petrolina e Juazeiro levam a proibição de pais nos jogos
O que deveria ser um momento de alegria e incentivo às crianças chegou a uma situação preocupante no futebol de base. Confusões envolvendo adultos durante partidas infantis têm se tornado motivo de reclamações entre familiares de atletas em competições de Juazeiro e Petrolina. A situação chegou ao ponto de uma organização proibir a presença de pais e responsáveis nos jogos, impedindo até mesmo aqueles que nunca se envolveram em qualquer tumulto de acompanhar seus filhos.
O caso mais recente envolve a Copa Cacto. Após um episódio de invasão de campo que provocou tumulto, a organização anunciou que os pais estão proibidos de permanecer nas instalações e nos arredores da competição. Os responsáveis deverão deixar as crianças no local e se retirar. Caso algum familiar descumpra a determinação, a equipe do atleta será desclassificada.
Segundo relatos de pais, os problemas não seriam exclusivos dessa competição. Discussões e confusões já teriam ocorrido em outros torneios infantis, muitas vezes, segundo esses relatos, envolvendo as mesmas pessoas. A preocupação é que o comportamento de uma minoria esteja prejudicando famílias inteiras, transformando um ambiente que deveria ser de diversão e aprendizado em motivo de tensão.
A medida adotada pela organização busca garantir a segurança dos pequenos atletas, mas também provoca uma reflexão: a que ponto chegou o futebol infantil para que seja necessário afastar os próprios pais das arquibancadas? Crianças que deveriam receber o incentivo da família acabam pagando pelas atitudes de adultos que parecem esquecer que, antes de qualquer resultado, o mais importante é a formação e a felicidade dos pequenos jogadores.