Por que os EUA atacaram a Venezuela?
Tensão entre Estados Unidos e Venezuela entrou em uma fase mais crítica nos últimos dias. O impasse, que se intensifica desde 2025, ganhou novos contornos com o reforço da presença militar norte-americana no Mar do Caribe, oficialmente justificada como combate ao narcotráfico, mas também relacionada à disputa geopolítica em torno do petróleo venezuelano, uma das maiores reservas do mundo.
A ofensiva foi autorizada pelo presidente Donald Trump, que determinou o envio de tropas do Exército, da Marinha e da Força Aérea para a região. Embora o discurso oficial mencione o enfrentamento a cartéis de drogas classificados como organizações terroristas, analistas apontam que o controle das rotas energéticas e o bloqueio a petroleiros sancionados fazem parte de uma estratégia para pressionar economicamente o governo venezuelano.
As operações resultaram em ataques a embarcações e na imposição de um bloqueio naval a navios que transportavam petróleo venezuelano. O fechamento do espaço aéreo para a aviação civil reforçou a gravidade da situação, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação os impactos sobre o abastecimento energético e a estabilidade regional.
Na manhã deste sábado (3), Trump afirmou que forças dos EUA atacaram a Venezuela e declarou que Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido capturados e retirados do país. O governo venezuelano reagiu acusando agressão militar, decretou estado de emergência e relatou explosões em Caracas e em estados vizinhos, com sobrevoo de aeronaves militares e suspensão total dos voos civis, em meio a um cenário de forte disputa política, militar e energética.

