20 de novembro, Dia da Consciência Negra: uma data para refletir ainda mais

A data de 20 de novembro é marcada pelo Dia da Consciência Negra, uma homenagem a Zumbi dos Palmares, o último líder do maior quilombo do período colonial, o Quilombo dos Palmares. Apesar de ter sido instituída oficialmente pela primeira vez em 1987, com a lei estadual no estado do Rio Grande do Sul, a ideia começou mesmo a se disseminar em todo o país a partir de 1995, com o tricentésimo aniversário da morte do líder quilombola, quando Alagoas promulgou lei decretando feriado. De lá para cá, a importância da data em homenagem ao dia da morte de Zumbi dos Palmares espalhou-se pelo país.

 

Em 2003, a data foi incluída no calendário escolar, até ser oficialmente instituída em âmbito nacional mediante a lei nº 12 519, de 10 de novembro de 2011, sendo feriado em cerca de mil cidades em todo o país e nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Rio de Janeiro através de decretos estaduais. Mas, não devemos esquecer: a ocasião é dedicada à refletir. Sobre a igualdade social, inclusão, racismo, discriminação…

 

De uma coisa é fato: o Brasil sempre quis negar o seu passado, fugir do debate. Falamos de um total estimado em 4,5 milhões de negros escravizados em 350 anos, fazendo do Brasil o maior território escravagista do Ocidente. Falamos de barreiras que foram e que ainda são impostas para driblar a ascensão dos negros na sociedade. Falamos de injustiças. Falamos de cicatrizes de um passado que jamais serão apagadas.

 

Como parafraseou Mário Lúcio Duarte, o Aranha, e sua coluna publicada hoje no site Uol, o Dia da Consciência Negra não é dia de comemoração, e sim um dia de reflexão para chamar a atenção para um grave problema: o racismo!

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