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COLUNA DA COPA: França "cascuda", Legado do Maestro Tabarez e sim, as vezes o Brasil perde
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publicada em 07/07/2018

Casca grossa

A França nesta copa do Mundo não vem mostrando o futebol que esperávamos, porém, num evento deste porte e dessa dificuldade, nem sempre jogar vistoso resolve. A seleção francesa está se mostrando “cascuda”, aprendendo a “sofrer” dentro do jogo e resolvendo os problemas que acontecem com soberania.

Ontem enfrentaram uma das seleções mais complicadas desta Copa, porém, os franceses não sofreram nem por um minuto se quer, mostrou superioridade e se foçasse mais, poderia ter saído ainda com um resultado melhor.

Forte candidata ao título


Obrigado Maestro

Muito provavelmente, nos despedimos desta Copa do Mundo, de um dos maiores treinadores do futebol. Apesar de não confirmar, Mestre Oscar Tabarez deixa a seleção do Uruguai com 71 anos e com um legado impressionante.

Um dos pensamentos mais importantes que o treinador nos ensinou é sobre futebol ser um esporte coletivo (algumas vezes esquecemos) e quando as “estrelas” se voltam ao grupo, a chance de sucesso é enorme.

Tabarez transformou uma geração uruguaia limitada, com alguns poucos jogadores acima da média, numa seleção temida e respeitada por sua garra e força de vontade.

Valeu Maestro


O Brasil as vezes perde

É verdade, o Brasil pode perder e isso não significa que fizemos tudo errado. Toda a preparação desta comissão técnica para a copa do Mundo foi espetacular. A nossa seleção até ontem vinha jogando um futebol convincente e que nos deixava esperançosos que mais um título se aproximava.

Mas, nem sempre tudo sai como planejamos e do outro lado do campo, sempre tem um time com o mesmo objetivo do seu e as vezes o adversário é tão bom quanto, como foi ontem, no caso da Bélgica.

Na maioria das vezes, nós temos como natureza eleger culpados ou heróis, mas na partida de ontem, simplesmente aconteceu um jogo entre duas grandes equipes, com jogadores de nível altíssimo e que erros momentâneos podem definir uma partida. Nem sempre nossas derrotas dão inspirações para dossiês ou música, como no Maracanazo, Sarriá e 7 a 1.  

Nossa seleção cometeu erros? Sim. Tite se equivocou em algumas convicções? Também, mas é do esporte, assim que você entra em campo só podem existir dois resultados, uma vitória ou uma derrota, nossa seleção perder também é do jogo.

Bola pra frente, que venha 2022.

Por Bruno Lopes
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