Sikêra Jr. e Rede TV! foram condenados a pagar R$ 300 mil de indenização a Xuxa

Em uma briga judicial, Sikêra Jr. e a RedeTV! foram condenados, nesta quinta-feira (24), a indenizar a apresentadora Xuxa Meneghel em R$ 300 mil por danos morais. A decisão foi dada em primeira instância e ainda cabe recurso. Nos autos judiciais, a juíza Ana Cristina Ribeiro Bonchristiano, da 3º Vara Cível de Osasco (SP), criticou a existência de programas como o Alerta Nacional. “Destacam-se, ainda, as críticas a esse tipo de jornalismo, de desprestígio à pessoa em detrimento da análise argumentativa de suas ideias, em programas muito mais de entretenimento do que informativo, camuflando-se ofensas desmedidas na narrativa jocosa”.

 

A magistrada disse ainda que “tais apresentadores, na busca desvairada pela audiência, postam-se acima do bem e do mal e, sem refletir ou ponderar sobre o que dizem e nas consequências de seus atos, estão sempre prontos a atacar, com suas línguas ferinas, o cidadão honesto e o desonesto, colocando a todos no mesmo patamar, sem o mínimo respeito à honra e à dignidade humanas”.

 

Inicialmente, Xuxa pediu uma indenização de R$ 500 mil. Apesar do pedido, a juíza determinou que Sikêra e a RedeTV! paguem R$ 300 mil para a apresentadora. O valor deverá ser corrigido monetariamente. Além disso, o apresentador e a emissora terão que arcar com os custos do processo, avaliado em 20% do valor da condenação – ou seja, R$ 60 mil.

 

Entenda o caso

 

Os ataques de Sikêra a Xuxa Meneghel começaram em 2020, depois que a apresentadora compartilhou um vídeo que o jornalista exibiu no Alerta Nacional, no qual aparecia um homem estuprando uma égua. Sikêra fez graça com a situação e convocou dois membros de seu programa para simularem a cena ao vivo. Xuxa se manifestou nas redes sociais, e Sikêra iniciou os ataques. Ele a chamou de pedófila e a acusou de fazer apologia às drogas.

 

Diante das acusações, a apresentadora levou o caso à Justiça e alegou que “o conteúdo exibido e prolatado pelo requerido é calunioso”. Xuxa afirma que os comentários do funcionário da RedeTV! “não se tratam de liberdade de expressão, mas de abuso de direito”.

 

Foto: Reprodução

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