“O PAÍS VAI PARAR!”: anúncio do aumento do combustível revolta caminhoneiros e pode gerar onda de protestos

Diante do anúncio do reajuste do preço do diesel de 24,9% e da gasolina em 18,7% na próxima sexta, dia 12, em razão da disparada do custo internacional do barril do petróleo, líderes de caminhoneiros voltaram a aventar a possibilidade de uma greve. Projeções iniciais indicam que o preço médio do litro do combustível deve passar de R$ 7 nos postos. Umas das principais lideranças do setor, Wallace Landim, mais conhecido como Chorão, disse nesta quinta, 10, que a alta dos preços do combustível pode levar os caminhoneiros a uma paralisação geral. “Nesse exato momento, eu vejo que, se o governo não fizer nada, o país vai parar por não haver mais condições de rodar”, afirmou Landim. Em 2018, uma paralisação nacional dos transportadores parou o país.

 

A paridade de preços do combustível praticada pela Petrobras vem suscitando críticas dos caminhoneiros e outros setores da sociedade. Seguem em discussão no Congresso dois projeto de lei que tratam de mecanismos para brecar o aumento de preço do combustível, ambos de autoria do senador Jean Paul Prates (PT-RN). O PL 11/2020 estabelece uma alíquota unificada para o ICMS sobre os combustíveis, com um valor fixo, enquanto o PL 1.472/2021 visa a criação de uma espécie de fundo que funcionaria como um colchão para conter reajustes no setor. A votação dos projetos de lei, que foi adiada algumas vezes, está prevista para esta quinta.

 

Nesta terça, dia 8, o preço do barril fechou a cerca de US$ 127 após o anúncio do presidente Joe Biden de proibição da importação do petróleo e gás russos. Os preços do petróleo subiram mais de 30% desde o início da guerra na Ucrânia e das sanções impostas à Rússia. Caso o conflito se prolongue, não estão descartados novos aumentos do valor do combustível. As informações são do Exame.

 

Foto: Miguel Schincariol/AFP

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