MESES APÓS MIGUEL DEIXAR DISPUTA PELO SENADO, CASO VOLTA A PROVOCAR CONFUSÃO NA CÂMARA DE PETROLINA

Nesta última quinta-feira (3) a retirada do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) da disputa pelo Senado voltou a repercutir no cenário político de Petrolina, durante sessão da Câmara Municipal. O tema provocou divergências entre vereadores da base do prefeito Simão Durando e trouxe à tona uma declaração atribuída à governadora Raquel Lyra (PSD), feita apenas quatro dias antes da mudança nas articulações eleitorais. Segundo o vereador Gabriel Menezes (PSD), ao ser questionada sobre Miguel, Raquel teria afirmado.

“Eu sou uma mulher de palavra. Miguel é meu senador.”

Durante seu pronunciamento, Gabriel Menezes criticou a condução das articulações que resultaram na saída de Miguel da composição governista e responsabilizou Raquel Lyra pelo desfecho. Apesar de integrar a base de Simão Durando na Câmara, o vereador declarou que votará em João Campos (PSB) para governador de Pernambuco, além de anunciar seus votos para Lucas Ramos, para deputado federal, e Elismar Gonçalves, para deputado estadual. A manifestação provocou reação de outros parlamentares e ampliou a discussão sobre os posicionamentos políticos dentro da base governista.

 

Aero Cruz e Ronaldo Silva saíram em defesa da governadora. Aero afirmou que Raquel Lyra teria realizado articulações em Pernambuco e em Brasília para viabilizar Miguel Coelho como candidato ao Senado, atribuindo a decisão final às negociações dentro da federação União Progressista. Ronaldo, por sua vez, criticou o uso do termo “traição” e destacou investimentos do Governo do Estado em Petrolina, citando obras nas rodovias PE-638 e PE-639, além de ações nas áreas de educação, saúde, segurança e abastecimento de água.

 

O debate evidencia as divergências que a retirada de Miguel Coelho da disputa vem provocando entre integrantes do grupo político de Simão Durando. Enquanto Gabriel Menezes questiona a mudança de posição da governadora e declara apoio a João Campos, aliados de Raquel Lyra sustentam que ela tentou manter Miguel na disputa, mas enfrentou obstáculos nas negociações partidárias.