Governo de PE pede festas de natal e ano novo com até 10 pessoas e diz que agravamento da Covid-19 em 2021 depende da população

O secretário estadual de Saúde, André Longo, pediu que as confraternizações de Natal e Ano Novo dos pernambucanos não reúnam mais de dez pessoas. Segundo ele, o ideal é que os festejos incluam apenas moradores que já dividem o mesmo domicílio e recomendou cuidado especial com os idosos. “O Natal deste ano não vai ser como muitos estavam acostumados. O maior bem que podemos oferecer é a vida”, disse o gestor, durante coletiva de imprensa transmitida pelo YouTube.

 

O secretário informou que o estado registrou a quinta semana consecutiva de alta nos casos de síndrome respiratória aguda grave – foram 855 casos na Semana Epidemiológica 51, aumento de 19% em relação à semana 49. Longo destacou que o governo vai continuar abrindo leitos, mas ponderou que o ideal é que as pessoas não precisassem das vagas, porque o aumento de casos consiste em aumento de agravamentos e óbitos.

 

Ele informou que Pernambuco não pretende, por enquanto, restringir atividades econômicas como fez, nesta terça-feira, o estado de São Paulo, que permitirá apenas serviços essenciais durante a temporada de Natal e Ano Novo. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de um novo lockdown no começo de 2021, não confirmou a hipótese, mas alertou sobre o risco de aceleração ainda maior dos casos em fevereiro e março, já esperada por alguns especialistas. “Isso dependerá do comportamento da população”, disse, ressaltando que a observância às medidas de distanciamento social poderão propiciar meses mais positivos no início de 2021.

 

O secretário de Saúde também afirmou que o governo do estado pedirá aos municípios que intensifiquem a fiscalização nos parques, praças e praias, locais onde tem sido verificada a presença de muita gente aglomerada e sem máscara.

 

Também presente à coletiva, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, afirmou que a fiscalização contra aglomerações em bares e restaurantes será intensificada e que a multa para estabelecimentos que descumprirem as normas, que atualmente é de até R$ 100 mil, deverá aumentar. Ele chamou atenção especialmente para os comerciantes reincidentes. “A mão forte do estado vai se fazer valer”, comentou. Pedro Eurico informou que 17 locais foram recentemente interditados pelo Procon e dois deles, que repetiram as irregularidades, não vão mais abrir. Já o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, frisou que 18 comerciantes já foram conduzidos à delegacia e que a fiscalização será cada mais mais maior. (Diário de Pe)

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