Família feita de refém por Lazaro revela que ele quer sair de GO e DF, veja mais:

A caça a um assassino em fuga chamou a atenção do país esta semana. Lázaro Barbosa invade casas, aterroriza famílias, e é acusado de matar cinco pessoas nas últimas duas semanas. Trezentos policiais estão atrás dele. Até este domingo (20), no 12º dia de buscas, não conseguiram capturá-lo.

 

Os repórteres do Fantástico na Bahia, no Distrito Federal e em Goiás reconstituíram a trajetória de crimes de Lázaro, nos últimos 13 anos. Um homem violento, cruel e imprevisível.

 

O Fantástico conversou, com exclusividade, com uma família de Cocalzinho de Goiás. A mãe, o pai e a filha ficaram por quase duas horas em poder de Lázaro Barbosa. Com medo, eles se mudaram do lugar. A família tinha acabado de almoçar, quando Lázaro apareceu.

 

Pai: Falou assim para mim: ‘não reage, não, senão o senhor morre’.

Filha: Eu estava no quarto e escutei o meu pai falando para não fazer nada. Nisso, eu já entrei no meu WhatsApp e entrei na conversa de um policial que passou lá no dia anterior, que tinha deixado o número, e mandei mensagem.

Mãe: Aí eu arrumei a comida. Ele: ‘passa o celular também’. Aí nisso ele já tinha amarrado o meu marido. E pegou o celular meu e da minha filha. E já pôs nós para correr para baixo, no rumo do rio e do mato.

Pai: Aí ele: ‘dentro d’água; dentro d’água, e não é para pisar na areia. Se pisar na areia, vocês morrem’. Para não deixar rastro.

 

Graças à mensagem enviada pela filha, a polícia já estava fazendo buscas, inclusive de helicóptero.

 

“Aí tinha hora que ele já falava assim: ‘a hora que ele parar de avoar, eu vou deixar vocês e vou seguir. Mas é para vocês mandar uma mensagem para eles, para os policiais, que eu quero sair do Goiás e do DF. Enquanto eles não deixar, eu vou continuar fazendo isso que eu estou fazendo com vocês’”, conta o pai.

 

Três policiais apareceram, e aí aconteceu o tiroteio. Lázaro feriu um policial e conseguiu escapar. O policial foi atendido e liberado em seguida. A família foi resgatada.

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