Bolsonaro acusa que teve 154 mil inserções de rádio a menos na Bahia e TSE da 24h para apresentarem provas

 

O ministro das Comunicações, Fábio Faria disse, nesta segunda-feira (24), durante coletiva de imprensa no Palácio da Alvorada, em Brasília, que a equipe de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) e candidato à reeleição, entrou com ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para denunciar que o atual mandatário teve 154 mil inserções de rádio, a menos que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas últimas duas semanas.

 

De acordo com o Ministro do TSE, a petição protocolada pelo partido não possui “qualquer prova e/ou documento sério”. “Os fatos narrados na petição inicial não foram acompanhados de qualquer prova e/ou documento sério, limitando-se o representante a juntar um suposto e apócrifo “relatório de veiculações em Rádio”, que teria sido gerado pela empresa “Audiency Brasil Tecnologia”, detalhou o ministro.

 

Moraes cobra, ainda, o detalhamento das informações. “Nem a petição inicial, nem o citado relatório apócrifo indicam eventuais rádios, dias ou horários em que não teriam sido veiculadas as inserções de rádio para a Coligação requerente; nem tampouco a indicação de metodologia ou fundamentação de como se chegou à determinada conclusão”, apontou.

 

O documento dá o prazo de 24 horas para que sejam apresentadas provas que comprovem os números apresentados em coletiva de imprensa pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria. Caso as denúncias não sejam provadas, a coligação do presidente poderá ser enquadrada por crime eleitoral.

 

Segundo o ministro, caso não sejam comprovadas as irregularidades, a coligação poderá ser enquadrada por crime eleitoral. “Tal fato é extremamente grave, pois a coligação requerente aponta suposta fraude eleitoral sem base documental alguma, o que, em tese, poderá caracterizar crime eleitoral dos autores, se constatada a motivação de tumultuar o pleito eleitoral em sua última semana”, escreveu o ministro.

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