Bahia em alerta: “Se nós não revertermos a taxa de crescimento, estaremos vivendo maior onda”, diz governador

De acordo com o secretário estadual da saúde, Fábio Vilas-Boas, já é possível dizer que a Bahia vive uma segunda onda da pandemia da covid-19. Ele afirma que as taxas atuais de crescimento dos casos da doença são iguais às que tínhamos em junho, só que com um detalhe importante: existe agora um surto geral, com os índices aumentando em todas as regiões do estado de uma vez só. Segundo o secretário, as taxas de internação estão muito superiores às que foram registradas no começo do ano, e há dificuldade de fazer a transferência dos pacientes de uma região para outra, porque todas estão cheias.

 

Nesta quinta (3), o governador Rui Costa (PT) também alertou:  “Daqui a uma semana, 10 dias, se nós não revertermos essa taxa de crescimento, nós estaremos vivendo não a segunda onda, eu diria a maior onda que a Bahia viveu porque ela está, eu diria, disseminada no estado inteiro”, ressaltou em entrevista coletiva. Rui avaliou ainda que a expansão da Covid-19 ocorreu de forma lenta no estado, mas o risco é maior agora porque a doença já chegou aos 417 municípios baianos.

 

Em virtude do cenário, novos leitos para receber pacientes contaminados pela covid-19 em diversas regiões da Bahia foram reativados, como os 10 leitos de UTI em Feira de Santana, 20 leitos em Juazeiro e outros 20 leitos no Instituto Couto Maia, em Salvador. Outros deverão ser abertos em Porto Seguro e na capital. Vilas-Boas disse ainda que a previsão é que a segunda onda da covid-19 na Bahia siga nas próximas três semanas, com expectativa de redução das taxas de contaminação no final de dezembro.

foto: ilustrativa/divulgação/PMJ

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